Estados Unidos e Cuba: Reconstruíndo a amizade

Aqui em Miami, onde se encontra a maior população cubana e cubana-americana nos Estados Unidos, não se fala em outra coisa. Ora revolta, ora otimismo. Opiniões controversas por diferentes gerações e pela complexidade da situação que já dura a meio século. Uns ainda sofrem com as memórias dolorosas de uma mudança radical na vida. Outros mais críticos de uma reaproximação economica que já deveria ter iniciado muito antes.

A política de diplomacia do governo atual está contribuíndo com o “descongelamento” de qualquer resquício da Guerra Fria – quando Cuba, liderada por Fidel Castro, foi coadjuvante em alguns dos momentos mais sérios neste período de duelo geopolítico, ideológico e militar entre Estados Unidos e União Soviética, que durou até a década de 90.

O que não mudou desde então, foi a influência e relevância da comunidade cubana na economia, política e cultura de Miami. Aqui, todos são muy amigos.

Mais um artigo que escrevi como colaboradora do site Oyster Brasil. Conheça um pouco sobre a Cubania!–Flavia Caldas/Miamando

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http://br.oyster.com/articles/47925-bienvenidos-a-cubania-imersao-na-cultura-cubana-em-miami/

Cuba Libre

Mensagem nas ruas em Little Havana:

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Foto: Flavia Caldas – Miamando / All photos by Miamando

A comunidade dos cubanos em Miami está bem dividida em relação as novas mudanças (e as que estão por vir) entre os Estados Unidos e Cuba.

Os primeiros refugiados, que chegaram aqui após a revolução castrista, não estão muito contentes com a aproximação diplomática, enquanto os cubanos – americanos mais jovens estão contentes em visitar o país de seus avós e pais pela primeira vez.

O que separa as duas gerações em acreditar que a situação só irá melhorar após o fim do embargo econômico imposto pelos Estados Unidos que dura a mais de cinquenta anos é a confiança que o país voltará a ser um país independente, democrático e que seus cidadãos possam ter seus direitos assegurados e não dominados pelos irmãos Castro.

Enquanto as mudanças reais e efetivas não acontecem, os protestos continuarão assim como  a esperança de uma Cuba Livre.